Louvado seja o senhor…

Há cerca de 700 anos, a igreja explicava que a Peste Negra era um castigo de deus por causa dos pecados dos europeus, pedia às pessoas que orassem e organizava marchas religiosas, pedindo a deus que parasse a “pestilência”. A higiene à época, não primava e a concentração humana promovia o avizinhamento social; paraíso para que as pulgas, que transportavam o agente bacteriano  responsável pela doença, circulassem entre a população aglomerada e contaminassem mais pessoas.

Há alguns dias o bispo de Cuernavaca, Espanha, vem a público dizer que o coronavírus é um chamado de deus a uma reflexão sobre o aborto. Alguns dias mais tarde, em Itália, um dos países mais afetado pela pandemia, Matteo Salvini, católico de coração e alma e dirigente do partido italiano de extrema direita “A Liga”, apelava aos setores mais conservadores da igreja à abertura das igrejas durante o período pascal. Segundo um artigo publicado no esquerda.net,

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Alarvidades discriminatórias

Joana Amaral Dias, escritora (de banalidades e alarvidades) colocou o post abaixo na sua página de promoção pessoal no facebook. Nas alarvidades que aqui escreve (as banalidades também têm lugar na página, mas ficam sobretudo para os livros) sobre a a nova deputada do LIVRE, Joacine Katar Moreira, há três que não resisto a comentar e que, por isso, sublinhei. O argumento da escritora é que Joacine, devido à sua gaguez, estará sempre em desvantagem no debate parlamentar em relação aos que conseguem uma fala mais fluente. Joana prossegue (boçalmente), dizendo que seria absurdo “colocar um paraplégico a competir com um banal atleta de 100 m barreiras” (palavras para quê?). Confessa ter “dificuldades em acompanhar o fio de raciocínio da JKM”, o que me parece perfeitamente aceitável, dado o défice cognitivo revelado nas alarvidades que escreve. Prossegue, afirmando que é uma “pena o Bloco de Esquerda ter desprezado Jorge Falcato”, esse sim, um deficiente de jeito que cumpre com os buçais requisitos joaninos para ser membro do parlamento. Termina falando-nos da “enorme diferença que há” entre eleger “deputados que sejam portadores de deficiência […] e a exposição, a exploração tipo Circo homem-elefante, dessas mesmas dificuldades ou deficiências”. Já o que Joaninha se esqueceu de referir, foi que parece não ter qualquer problema em exibir o Circo da mulher-burra, capaz de se expor e alarvar tamanhas boçalidades.

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¿Quieres ser mi amante?

Morreu Camilo Sesto e fiquei triste. Também pela morte do cantor aos 72 anos, mas sobretudo pelas pessoas que me são queridas e que perderam a memória por incapacitação tecnológica.

Estava-se em 1974, ano de muitas músicas e alegrias para os Portugueses, quando se ouvia o ¿Quieres ser mi amante? na rádio. A minha tia e a minha mãe ouviam a música repetidamente, umas vezes na rádio, outras no gira-discos portátil SILVANO RADIO PHONO CASSETE – THREE in ONE 717, que o meu pai tinha trazido de Manaus, a um preço mais em conta.

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